Defesa de tese de doutorado de Ariel Cherxes Batista
Título: O pacto conciliatório como tradição política: a memória positiva da transição na Nova República (1985-2016).
Data: 20 de agosto de 2026.
Horário: 14h.
Local: Sala de Seminários, localizada na sala 202 do prédio IC-III, CCHN/UFES, e em sala de reunião virtual.
Link de acesso à reunião virtual: Solicitar link de acesso via email do PPGHis (ppghis.ufes [at] hotmail.com) até as 12h do dia 20 de agosto de 2026.
Banca examinadora:
Prof. Dr. Pedro Ernesto Fagundes (Presidente/Orientador – UFES)
Prof. Dr. Rodrigo Patto Sá Motta (Examinador Externo – UFMG)
Profa. Dra. Tatyana de Amaral Maia (Examinadora Externa – UERJ)
Profa. Dra. Camila Bueno Grejo (Examinadora Interna – UFES)
Profa. Dra. Carolina Ferreira de Figueiredo (Examinadora Interna – UFES)
Resumo: Entre os anos finais da ditadura no Brasil e a promulgação da Nova República, devemos considerar três momentos como importantes na transição do autoritarismo para a democracia, são eles: a criação da Lei da Anistia (1979); a eleição indireta de Tancredo Neves no Colégio eleitoral (1985); e a promulgação da Constituição Federal de 1988. O novo Brasil que se formou com o surgimento da Nova República preferiu obliterar a real necessidade em se julgar os crimes da ditadura, visto que construir um novo país era visto como prioridade. Assim, a transição no Brasil foi limitada, devido ao pacto conciliatório existente entre militares e civis, o qual ficou em evidência durante todo o processo de redemocratização. Pensando nisso, observamos a existência de uma Memória Positiva da Transição, a qual pode ser identificada no tempo presente brasileiro quando determinados eventos que aconteceram na redemocratização, como os pactos firmados entre a caserna e a solução de compromisso, são levados em consideração, em detrimento da efetivação da Justiça de Transição no país. Além disso, manteve prerrogativas militares e uma visão saudosista sobre os arquitetos da transição. Pensando nesses aspectos, nossa análise tem como objetivo abordar a presença da conciliação política como fenômeno preponderante na construção da democracia no país e na construção das políticas de memória ligadas ao passado ditatorial brasileiro. Essas ações são marcadas por uma busca pela reconciliação nacional pautada pelo não revanchismo como horizonte a ser alcançado, sobretudo na atuação dos chefes do Executivo que governaram durante a Nova República. Por fim, as fontes documentais utilizadas no trabalho constam majoritariamente de discursos proferidos pelos presidentes da República entre as décadas de 1980 e 2010, notícias veiculadas em periódicos da imprensa brasileira e internacional no período em questão e legislações, todas trabalhadas a partir da metodologia de análise do discurso (Orlandi, 2009). No que toca aos aspectos teóricos, utiliza-se a abordagem da História do Tempo Presente adjunta aos conceitos de cultura política, conciliação, memória, políticas de memória e justiça de transição.
