Defesa de dissertação de Mestrado de Davi Santos Barros
Título: Cícero e a construção de sua persona política: o ideal do governador de província como um bom administrador (51 – 50 a.C.).
Data: 14 de agosto de 2026.
Horário: 13h.
Local: Sala de Seminários, localizada na sala 202 do prédio IC-III, CCHN/UFES, e em sala de reunião virtual.
Solicitar link de acesso via email do PPGHis (ppghis.ufes [at] hotmail.com) até às 12h do dia 14 de agosto de 2026.
Banca examinadora:
Prof. Dr. Gilvan Ventura da Silva (Presidente/Orientador - UFES)
Prof. Dr. Thiago Eustáquio Araujo Mota (Examinador Externo – UPE)
Prof. Dr. Belchior Monteiro Lima Neto (Examinador Interno – UFES)
Resumo:
Na presente dissertação, nos propomos a falar da atuação política de Marco Túlio Cícero na fase final da República romana, num contexto marcado por um acirrado conflito entre populares e optimates. Em termos específicos, o propósito foi discutir como Cícero, durante o período em que exerceu o governo da província da Cilícia, na Ásia Menor, utilizou seu mandato como plataforma para fortalecer sua posição na cidade de Roma, bem como apresentar sua persona política, escrevendo epístolas que falavam de si e exaltavam ou reforçavam seus feitos, visando construir a representação de um administrador competente e leal à República. Para tanto, tomamos, como fonte textual, o epistolário de Cícero, em especial as cartas que escreveu aos seus amigos e políticos. A hipótese central deste trabalho é que Cícero, ao exercer o mandato de governador da Cilícia, buscou, por meio das cartas escritas no período, construir uma persona de bom governador, de um líder exemplar, de modo a aumentar seu prestígio na República. Além disso, a autoimagem de Cícero como governante exemplar lhe permitiu enfrentar o problema da invisibilidade decorrente do seu distanciamento de Roma, evitando assim o seu esquecimento por parte dos líderes políticos que se encontravam na Urbs. No que diz respeito ao aporte teórico-metodológico, aplicamos quatro conceitos básicos: o de império, segundo Cartier (1989); o de política, de acordo com Moses Finley (1985); o de capital simbólico, conforme Pierre Bourdieu (1996); e, por fim, o de persona política, formulado por Renata Lopes da Silva (2013). Como metodologia para o tratamento das fontes, utilizamos a Análise de Conteúdo, de acordo com Laurence Bardin (2011).
