O Libertador está vivo: uso e reinvenção do mito bolivariano no governo de Hugo Chávez
Nome: FÁBIO TEIXEIRA OLIVER
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/06/2015
Banca:
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Papel |
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ANTONIO CARLOS AMADOR GIL | Examinador Interno |
FABIO MURUCI DOS SANTOS | Orientador |
RICARDO ANTONIO SOUZA MENDES | Examinador Externo |
Resumo: A presente dissertação visa analisar de que maneira o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez procurou reconstruir a figura do maior herói de seu país, Simón Bolívar, e fazer uso dela como o principal estandarte de seu governo. O objetivo desta pesquisa é demonstrar de que forma Chávez se valeu de um elemento tradicional e recorrente na esfera política local (o mito bolivariano), se diferenciando, no entanto, ao defender que Bolívar seria detentor de ideais revolucionários e populares, e que, portanto, poderia ser usado como suporte teórico de um processo de ruptura na sociedade venezuelana (marcado pela opressão de uma minoria sobre a maior parte da população), enquanto a grande maioria dos governos o utilizou através de um viés agregador. Esse uso de Bolívar, inserido como mentor de um governo que se propunha como revolucionário, será demonstrado através da análise de discursos em que Chávez faz menção a tais características do Libertador e defende a pertinência dos ideais bolivarianos no atual contexto da Venezuela. Nesse ensejo, serão abordados o cenário histórico-político que marca a Venezuela pré-Chávez, as origens do culto a Bolívar e sua incorporação à esfera política venezuelana, assim como os diferentes usos do mito bolivariano pelos líderes políticos locais. Tal abordagem culminará na análise a respeito da construção do Bolívar chavista, suas estratégias de uso e a tentativa de se criar uma imagem mítica em torno do ex-presidente com base em tais referências.