No Encalço dos Companheiros: Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) Sob Vigilância da Delegacia de Ordem Política e Social do Espírito Santo (DOPS/ES) (1978-1985)

Nome: JOSÉ CARLOS ROCHA JUNIOR
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 22/04/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
PEDRO ERNESTO FAGUNDES Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
PEDRO ERNESTO FAGUNDES Orientador
SEBASTIÃO PIMENTEL FRANCO Examinador Interno
VALTER PIRES PEREIRA Examinador Interno
VITOR AMORIM DE ANGELO Examinador Externo

Resumo: Esta pesquisa possui dois objetivos. O primeiro é recontar e analisar momentos importantes da atuação de militantes do Partido dos Trabalhadores do Espírito Santo, a partir de 1978, quando muitos de seus fundadores inseriram-se no agitado contexto das grandes greves nacionais e trabalharam pela organização do Partido no âmbito das oposições sindicais, das comunidades eclesiais de base e dos movimentos de bairros. E durante o período de 1980 a 1985, já como petistas formalizados, envolvidos ativamente nas campanhas eleitorais de 1982 e 1985, nas manifestações e greves de 1983 e na campanha das Diretas Já, em 1984. O segundo é analisar o funcionamento da Delegacia de Ordem Política e Social do Espírito Santo (DOPS/ES). Para alcançá-los, concomitantemente, usou-se, como principal fonte de pesquisa, os documentos produzidos e/ou apreendidos pela mesma e bibliografia específica. As hipóteses defendidas são: a) quanto ao funcionamento da DOPS/ES e a manutenção do regime, sustenta que a apreensão de materiais, a produção, manipulação e difusão de informações entre os órgãos e departamentos que formavam a rede burocrática do aparelho repressivo, eram fundamentais para a manutenção do Estado autoritário; b) quanto à atenção dispensada pela DOPS/ES ao PT e seus militantes, sustentou-se que se deve às seguintes razões: em primeiro lugar pelo perfil das polícias políticas e sua função básica; em segundo lugar pela paranóia anticomunista ainda forte e os desdobramentos que aquele sentimento coletivo produzia, como o temor às palavras de ordem, aos discursos e aos símbolos da chamada esquerda política; em terceiro, o PT atraiu militantes políticos já experientes e inimigos do regime e formou, a partir do mesmo, novos militantes; em quarto, o movimento que deu origem ao PT do Espírito Santo trouxe ao Estado pautas nacionais, como a anistia, a redemocratização, a luta por melhores salários e condições de trabalhado, além de haver reproduzido grandes movimentos, como greves e campanhas; em quarto, o PT foi um aglutinador de diversas e diferentes oposições políticas ao regime militar.

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