Conflito religioso e diversidade cultural nas cidades greco-romanas: uma análise da atuação missionária de Paulo nas póleis do Oriente (século. I d.C.)

Nome: DAVI TAYLOR POMPERMAYER

Data de publicação: 25/07/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ERICA CRISTHYANE MORAIS DA SILVA Examinador Interno
GILVAN VENTURA DA SILVA Presidente
ROBERTA ALEXANDRINA DA SILVA Examinador Externo

Resumo: Na presente dissertação, propomo-nos a tratar da atuação missionária do autoproclamado apóstolo Paulo de Tarso, como fundador e instrutor das comunidades paleocristãs nas cidades do Oriente por onde passou. Embora pretendesse, com sua atuação, difundir a Boa Nova, é importante reconhecer que as póleis romanas visitadas por Paulo eram marcadas por várias experiências religiosas e disputas de poder entre os grupos ali estabelecidos. Dessa forma, o foco de nosso estudo foi analisar a maneira pela qual Paulo se apresenta, se infiltra e desenvolve suas táticas evangelísticas com o objetivo de conferir maior visibilidade à fé cristã entre os judeus e os gentios nas cidades do Oriente que visitou. Nesse estudo, partimos do pressuposto segundo o qual a cidade antiga era um campo de disputas entre antigos e novos grupos, e foi nesse conflituoso ambiente que Paulo desenvolveu sua missão. Assim, nosso trabalho de investigação se fundamenta em duas hipóteses, a primeira que, sob o Principado, as cidades eram o local em que as principais atividades políticas, administrativas e culturais ocorriam. E a segunda, que a cidade greco-romana era marcada por uma notável diversidade religiosa, expressa numa multiplicidade de cultos e ritos próprios do paganismo, bem como na presença, em solo urbano, de comunidades judaicas estabelecidas de longa data. A base empírica deste trabalho foi constituída por Atos dos apóstolos e pelas seguintes epístolas paulinas: 1 Coríntios, 2 Coríntios, Filêmon, 1 Tessalonicenses, Gálatas e Romanos. Quanto ao aporte teórico, seguimos as diretrizes da História Urbana, além de empregarmos os conceitos de cidade, de Assunção Barros (2007); representação, de Roger Chartier (1990); identidade, de Tomaz Tadeu da Silva (2004); conflito, de Pasquino (1988); e táticas de Michel de Certeau (1990).

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