Um homem imperial no Reino do Brasil: trajetória e administração do governador Francisco Alberto Rubim na capitania do Espírito Santo (1812-1819)
Nome: THIARA BERNARDO DUTRA
Data de publicação: 22/05/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ADRIANA PEREIRA CAMPOS | Presidente |
| KARULLINY SILVEROL SIQUEIRA | Examinador Interno |
| KATIA SAUSEN DA MOTTA | Examinador Interno |
| RAFAELA DOMINGOS LAGO | Examinador Externo |
| RICARDO ALEXANDRE FERREIRA | Examinador Externo |
Resumo: O objeto desta tese é a trajetória individual do oficial régio Francisco Alberto Rubim, um sujeito oriundo de parentela sem lastro social que, por meio do ingresso na Academia Real da Marinha portuguesa, fez longa carreira na Armada e foi alçado ao governo de duas capitanias periféricas – Espírito Santo e Ceará, entre 1812 e 1821. Sua trajetória perpassou a conjuntura marcada pelo reformismo ilustrado português, pelo projeto do Império luso-brasileiro e pela transição para o Constitucionalismo. Sendo elucidativa sobre o perfil de um governador e de sua administração durante o período joanino, em que se objetivou reconstituir sua trajetória de serviços prestados à monarquia, ao identificar a origem social e carreira na Armada, os requisitos à nomeação ao governo de capitanias, o perfil da administração, os ganhos auferidos por uma vida dedicada ao serviço régio e seu posicionamento diante das mudanças do seu tempo. Empregou-se a análise de trajetórias sob a perspectiva da micro-história, em que o indivíduo aparece como meio de vislumbrar algo da realidade que o envolve, permitindo acessar questões mais amplas. Como suporte empírico, utilizou-se fontes primárias, alguma inédita, de tipologia variada como documentação eclesiástica, documentação oficial avulsa e comunicações políticas, depositadas em arquivos nacionais e portugueses. A partir da documentação analisada, constituiu hipótese dessa tese, que Francisco Alberto Rubim adotou posição política de refutação das mudanças liberais e constitucionais nos quadros do Império luso-brasileiro. Suas escolhas mostram as encruzilhadas políticas do período, a lealdade à monarquia portuguesa e a persistência de referências anteriores ao Liberalismo.
