A (re)fundação da cultura e (re)criação de identidades em Chico Science e Nietzsche
Nome: STELIO MACHADO BROSEGHINI
Data de publicação: 02/05/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| JOSE EDUARDO COSTA SILVA | Coorientador |
| JULIO CESAR BENTIVOGLIO | Examinador Interno |
| LEONARDO FUKS | Examinador Externo |
| NELSON PORTO RIBEIRO | Presidente |
Resumo: A pesquisa trata das ideias de refundação da cultura e recriação de identidades por meio da arte e, em especial da música, nas obras de Chico Science, músico, compositor e intelectual brasileiro do movimento Manguebeat em fins do século XX; e Nietzsche, filósofo e intelectual alemão do século XIX. Trata inicialmente do contexto histórico em que se encontrava o país durante os anos 1990, dando enfoque para a situação social e cultural do Recife em que surge o Movimento Manguebeat e como se dá seu desenvolvimento; tratando dos principais personagens e conceitos envolvidos na cena musical, sobretudo da banda Chico Science & Nação Zumbi. Posteriormente trata das noções de identidade cultural e hibridismo cultural, como se criam novas identidades por meio do hibridismo e investiga brevemente como a cultura e a música brasileira é fundada a partir do hibridismo e antropofagia cultural. A partir disso é mostrada a relação entre o Manguebeat, a Tropicália e o modernismo antropofágico de Oswald de Andrade. Com o entendimento do que Nietzsche entendia por cultura e qual o seu projeto de refundação cultural e criação de uma identidade alemã através da música, é demonstrada também a influência nietzschiana para os modernistas brasileiros do início do século XX, sobretudo Oswald de Andrade e sua ideia de antropofagia, que influenciou também os tropicalistas e o Manguebeat. Por fim, é feita a análise de algumas faixas dos dois primeiros discos de Chico Science & Nação Zumbi, demonstrando como o intelectual brasileiro e seus colegas de banda discutem os temas das identidades e da cultura brasileira por meio do hibridismo e da antropofagia, e constroem novas identidades culturais, tendo como aporte teórico também a filosofia nietzschiana e paralelos entre os usos da história, do mito, da arte e da música a favor da cultura nas obras desses dois autores estudados.
