Tempos de crises: as representações político-culturais no pensamento de Hélio Jaguaribe (1953-1956)

Nome: CLEBER FERREIRA DOS SANTOS

Data de publicação: 03/05/2024

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JULIO CESAR BENTIVOGLIO Examinador Interno
PABLO ORNELAS ROSA Examinador Externo
PEDRO ERNESTO FAGUNDES Examinador Interno
UEBER JOSE DE OLIVEIRA Presidente
VITOR AMORIM DE ANGELO Examinador Externo

Resumo: O principal objetivo desta tese é compreender as representações acerca das noções de crises presentes na Revista Cadernos do Nosso Tempo, buscando entender as relações que o intelectual Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos, criador do referido periódico, estabeleceu entre a emergência dessas crises e o campo da política do qual foi testemunha e sujeito de ação. Intelectual engajado, Jaguaribe fundou dois principais institutos para pensar e agir no Brasil de seu tempo, no caso o Instituto Brasileiro de economia, Sociologia e Política (IBESP) e o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), além de ter organizado uma revista denominada Cadernos do Nosso Tempo (CNT), que permaneceu em circulação por quatro anos (1953 e 1956). Apropriando-se da revista como prática cultural e fazendo da escrita uma expressão política e de pensamento, Jaguaribe procurou difundir a ideia segundo a qual o Brasil de sua época vivia “tempos de crises”, fruto do desmoronamento de pensamentos políticos e da antinomia liberalismo-socialismo; indivíduo-sociedade. Como fonte de pesquisa, procuramos cotejar a revista Cadernos do Nosso Tempo, da forma entendida por Tânia de Luca, que nos orienta acerca da importância de se considerar a historicidade contida neste veículo de informação, da conceituação do termo à materialidade da fonte, com vistas à compreensão dos enunciados presentes em periódicos. Já no campo teórico, fundamentamos nossa pesquisa a partir de uma perspectiva histórico-cultural, tendo como principais formulações a força das representações, entendidas por Roger Chartier (1990; 1992) como um conjunto de ordenações simbólicas. Ademais, em diálogo com Pierre Bourdieu (1989; 2002), caminhamos na direção da compreensão do conceito de campo político/campo intelectual. Em resumo, nossa pesquisa encontra-se ancorada na tradição da história intelectual francesa e, como principal hipótese deste trabalho, compreendemos que Hélio Jaguaribe fez circular a ideia de “tempos de crises” como um modus operandi de sua ação como intelectual a serviço da nação.

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